Usei o meu mais profundo segredo
sem pensar ou pestanejar
Desequilibrei meus sentimentos
que até agora estão a reverberar
Não sei se joguei baixo
Ou fui simplesmente sincero,
ou, em última análise, incauto.
A verdade é que mesmo tendo ganho a batalha,
a derrota é a sensação que quando vejo, paira.
quarta-feira, agosto 06, 2008
Arma Secreta
quinta-feira, julho 24, 2008
Arrastão
Meu amor, as coisas que lembramos quando bate a insónia
Apareces sempre sem avisar
Ontem quem não avisou fui eu
Cheguei e como sempre estavas lá
Na casa da memória és dono, eu sou visita
Gostei de ver-te, inclusive de saber que estás bem e feliz
Desculpa por atrapalhar a tua vida,
Em obrigar-te a te lembrares de mim nas minhas próprias lembranças
E justamente do modo como eu lembro de nós.
Não é perseguição, embora pareça
Mas o amor não evapora
O amor não é singular como dizem.
Não é traição, embora pareça
Mas a paixão foge, e há dias que visita-nos sem avisar
Ela é pior que arrastão, tenho de confessar
Ela ainda está cá, e tu também.
Não sei quem vai embora primeiro,
Mas sei quem virá para me reanimar.
terça-feira, novembro 13, 2007
Historieta
quarta-feira, julho 18, 2007
Ser brasileiro é...
quinta-feira, junho 28, 2007
Big Bang
Não consigo lembrar-me do que vi primeiro. Tu ou o meu amor por ti.
Sinto como se tivesse sido uma coisa só. Tu eras o meu próprio amor.
Vi-te e me vi ao mesmo tempo. Cumprimentei-te e gaguejei.
Acho que teu perfume invadiu-me de imediato. Desde então nunca mais respirei sossegado.
O vírus do amor crônico, daqueles que nunca nos abandonam, tornou-me escravo e me libertou daquilo que alguém definiu como vida, mas na verdade era nada, até aquele preciso momento.
De repente toda a forma de arte me espelhava.
Compreendi o significado do mundo e suas forças.
Foste o meu despertar e meu eterno sonho.
A minha evolução como pessoa começara naquele instante.
Nunca viria a ter-te.
Mas também nunca viria a perder-te.
Nem mesmo a mim.
domingo, junho 10, 2007
Saudades Nº1
onde, dentro de uma linda caixa de cristal penetrável e transparente,
guardo o coração que já foi teu.
Lúcido, vibrante, enérgico,
ele bate infinitamente com amor e viscosidade.
Sinto saudades do que éramos quando estávamos juntos,
mas não sinto de ti como és agora.
O ontem já foi perdido e é no hoje que te tenho.
Foste o elo mais forte que alguma vez conheci,
terminou porque tinha que terminar,
já desenterrei tudo que podia para poder ir beber desse amor quando necessitar.
sábado, junho 09, 2007
O mais profundo espelho
Nenhum que me sirva por completo,
mas cada um, um ser a parte.
O maior conflito é não poder ser todos
e sentir a dor de sufocar alguns de mim.
Porque estes precisam ser inteiros, espaçosos, completos,
e estes não podem ser eu.
Eu quero ser os que compartilham, os que dão a vez ao outro,
o que cansa e passa a vez, de vez em quando.
Quero ser aqueles que são múltiplos e convexos,
aqueles que confundem qualquer tipo de identificação.
Os definidos e egoístas, embora fortes, devem ser removidos de mim,
pois seriam o meu fim.
É essa a minha luta.

